O Monitor de Secas apontou a predominância da seca fraca no Ceará, conforme levantamento referente a setembro de 2026, divulgado pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). De acordo com os dados, 89,02% do território cearense estavam sob condição de seca relativa em setembro. O quadro ainda é predominantemente de seca fraca, mas avanço ocorre após redução significativa da área afetada no primeiro semestre, todos os municípios da Região da Ibiapaba estão no quadro.
Segundo Francisco Vasconcelos Júnior, diretor técnico da Funceme, a seca fraca representa o início de um evento de estiagem, quando a diminuição das precipitações começa a afetar a umidade do solo e as condições da vegetação. “Quando o primeiro impacto realmente da diminuição das precipitações acontece justamente ocasionando uma diminuição da umidade do solo, aumentando realmente o déficit hídrico e também deixando o solo um pouco mais seco”, aponta.
Um dos impactos sentidos é o aumento da possibilidade de queimadas em áreas de mata. A combinação da vegetação mais seca com condições como aumento da temperatura e dos ventos pode favorecer a ocorrência de incêndios florestais. “Esse aumento da temperatura, ele tem um impacto também na diminuição da umidade relativa do ar. Quando essas condições estão presentes, têm um risco maior de termos realmente incêndios florestais”, destaca.
Além dos impactos ambientais, a seca também pode provocar efeitos sobre a saúde da população, principalmente devido à diminuição da umidade relativa do ar e à elevação das temperaturas. Crianças e idosos estão entre os grupos que exigem maior atenção nesse cenário. “Com o ar mais seco, é necessário a hidratação, é necessário realmente proteger a pele, a boca, os olhos, porque realmente o ar mais seco tem um impacto realmente na saúde humana”, orienta.
Texto: Redação / Ibiapaba Cidades
Foto: Redação / Ibiapaba Cidades