Walmir Medeiros tentou entrar com celular no Presídio Militar, em Fortaleza, para entregar o aparelho à soldado Júlia Natália Girão Gomes, presa por suspeita de participação na morte de Raphael Sampaio.
O advogado Walmir Medeiros, de 62 anos, foi detido nesta sexta-feira (14) após tentar entrar com um celular no Presídio Militar, em Fortaleza. O aparelho seria entregue à soldado da Polícia Militar do Ceará (PMCE) Júlia Natália Girão Gomes, presa por suspeita de participação na morte do também policial militar Raphael Sampaio da Silva.
Walmir atua na defesa da soldado. Além disso, o advogado é coronel reformado do Exército Brasileiro.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS), o defensor assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por ingressar ou facilitar a entrada de aparelho de comunicação, sem autorização legal, em unidade prisional.
Após o procedimento, o advogado foi liberado.
Advogado tentou entregar celular a soldado
De acordo com as informações divulgadas pela SSPDS, Walmir teria tentado facilitar a comunicação da soldado Júlia com terceiros.
A PMCE realizou a detenção durante a tentativa de entrada no presídio. Em seguida, a ocorrência foi encaminhada à Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), unidade especializada da Polícia Civil do Ceará (PCCE).
O caso envolve uma investigação sobre a morte de Raphael Sampaio da Silva, de 27 anos, policial militar que morreu carbonizado na Grande Fortaleza.
Júlia está presa no Presídio Militar e é investigada por suspeita de participação no crime.
TCO foi registrado contra o defensor
A SSPDS informou que o advogado assinou o TCO relacionado à entrada não autorizada de aparelho de comunicação em unidade prisional.
Além disso, segundo a pasta, Walmir já responde a outro procedimento por lesão corporal dolosa no contexto da Lei Maria da Penha.
A informação consta no relato divulgado pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social.
Defesa não se manifestou
A reportagem entrou em contato com Walmir Medeiros para obter um posicionamento sobre a ocorrência. No entanto, até a publicação da informação, as ligações e mensagens encaminhadas ao advogado não haviam sido respondidas.
Dessa forma, o espaço permanece aberto para eventual manifestação do defensor.
Entenda o caso
A soldado Júlia Natália Girão Gomes está presa e é suspeita de participação na morte do policial militar Raphael Sampaio.
Fonte: Diário do Nordeste
Foto: Reprodução