O papa ampliou a participação feminina ao fazer nomeações inéditas de mulheres para cargos de confiança. Brasileira está entre os nomes indicados pelo pontífice.
Durante os 12 anos do papado de Francisco, as nomeações de mulheres para cargos de liderança aumentaram, confirmando o desejo já expresso por ele de dar às mulheres um lugar maior em posições de liderança na Igreja Católica.
De acordo com dados da Vatican News, as mulheres representavam 19,2% dos funcionários do Vaticano em 2013. O número subiu para 23,4% nos primeiros 10 anos do pontificado de Francisco.
Segundo a pesquisa, o número de mulheres que trabalham na Santa Sé e na administração do Estado da Cidade do Vaticano teve um salto de 846 para 1165. Historicamente, a nomeação de mulheres para altos cargos começou com Paulo VI e, após um longo hiato, foi somente em 2004 que João Paulo II nomeou uma subsecretária.
Mesmo com nomeações inéditas para cargos de destaque no Vaticano e o direito de voto em reuniões globais de bispos, o papa Francisco não ultrapassou a fronteira para a ordenação de mulheres como sacerdotes, nem mesmo para se tornarem diaconisas.